SABERES DISCIPLINARES DE QUÍMICA EM JOGOS DIGITAIS NÃO EPISTÊMICOS
DOI:
https://doi.org/10.29327/2283237.10.1-5Palavras-chave:
Jogos, Ensino de Química, jogos não epistêmicos, saberes disciplinaresResumo
A expansão dos jogos digitais como fenômeno cultural influencia profundamente a vivência das novas gerações, apresentando um desafio para a educação formal, que busca manter sua relevância diante das múltiplas formas de entretenimento digital. Este estudo qualitativo exploratório investiga o potencial pedagógico dos jogos digitais não epistêmicos, aqueles desenvolvidos sem intenção educativa explícita, para o ensino de Química no Ensino Médio, com foco na articulação com as competências e habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A pesquisa envolveu a seleção e análise crítica de jogos populares na cultura juvenil, identificando conteúdos químicos implícitos ou explícitos e avaliando sua fidelidade científica, riscos de equívocos e aplicabilidade didática. Os resultados indicam que, embora esses jogos não tenham sido criados para fins educacionais, apresentam dinâmicas e narrativas que podem ser mediadas pedagogicamente para favorecer o engajamento, o pensamento crítico e a contextualização dos saberes científicos. Destaca-se a necessidade da mediação docente intencional, que deve articular cuidadosamente os elementos lúdicos com os objetivos curriculares para garantir aprendizagens significativas. Ao vincular os jogos às habilidades da BNCC, amplia-se o repertório de estratégias didáticas, promovendo uma educação mais interdisciplinar, culturalmente relevante e alinhada às demandas do século XXI. Este estudo reforça a importância da formação docente e da infraestrutura escolar para viabilizar o uso efetivo dessas tecnologias, apontando para uma integração dinâmica entre cultura digital e ensino de Ciências da Natureza.
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